29 de ago. de 2008

De malas prontas para Natal


Não sei por onde começar. Se pela ojeriza em fazer malas para viagens ou pelo tempo que estou sem furar uma ondinha no mar. A única certeza de momento é que terei novas experiências com ambas.

Na madrugada de domingo para segunda embarco rumo a Natal/RN. Longas 36 horas dentro de um ônibus. O objetivo: participar do XXXI INTERCOM - Congresso de Estudos Interdisciplinares em Comunicação, a realizar-se entre os dias de 02 a 06 de setembro, na capital potiguar.

O fim de semana será praticamente dedicado a escolhas fúteis como a camiseta X ao invés da Y. A sandália verde em detrimento de outra vermelha. Não esquecer escova de dente, sabonete, protetor solar e outras bugigangas necessárias em viagens. Por isso não terei tempo para atualizar o blog.

Em Natal, as preocupações serão outras: assistir aos eventos do congresso, furar uma ondinha sem absorver da salobra água do mar, e claro, registrar os melhores momentos desta única e imperdível experiência. Ou seja, atualizações mesmo somente na volta.

E quando esse dia chegar, certamente terei um sério embate. Escrever sobre malas e viagens e esquecimentos de última hora, ou da relação homem, mar, praia, areia e claro, água salgada, muita água salgada.

27 de ago. de 2008

Ninguém conhece David Byron



Existem três vozes chatíssimas no mundo da música. Óbvio que existem mais, mas três são especiais. São três vozes que apesar de horríveis, demarcaram seu território, algumas delas tornando-se “cult”. A primeira delas é de Bob Dylan. O cara é amado, idolatrado e salve, salve, mas no fringir dos ovos, canta mal uma barbaridade. Porém, escreveu hinos de gerações e muitos entendidos no assunto, consideram “Like a Rolling Stone” com uma das, senão a melhor música de todos os tempos.

O segundo é o Rei. Não faz muito tempo, Roberto Carlos apareceu na telinha em show conjunto com Caetano Velozo. Ele está parecendo um ser jurássico. Estático, como um boneco de cera. A voz é sofrível. O dueto entre ele e Pavarotti anos atrás foi uma das experiências musicais mais traumatizantes que já tive. Entretanto, o cara é o Rei, e por mais que sua voz seja chatíssima, ele continuará sendo o Rei, e continuará arrastando multidões para seus shows. Roberto tem carisma.

A terceira e pior de todas é a voz da Sandy. Nada pode ser comparável com essa voz. O irmão dela, sempre pareceu um cara esforçado, apesar de ter uma voz ainda pior. Ao menos ele arranhava em outros instrumentos. Para minha sorte, ela sumiu dos palcos e principalmente das rádios, e tevês da vida. Graças a Freddy Mercury.

São três vozes. Exemplos que fazem a maioria esmagadora das pessoas desconhecerem o talento de David Byron. Algo, no mínimo estranho, pra não dizer engraçado. Talvez esse desconhecimento se justifique pela época em que Byron começou na música. Década de 1970, drogas “self-service”, a todo instante e em todo lugar. Álcool, muito álcool, no antes, no durante e no pós show. E fora que David era um cara muito feio. Cantava como poucos, mas esteticamente era comum até demais.



O fato de ter cantado em uma banda pouco propalada no meio Rock n´Roll, certamente influencia. O Uriah Heep do guitarrista Mick Box, na década de 1970, esteve sempre à sombra do Deep Purple. Lançou álbuns maravilhosos, é verdade, mas para um Look at Yourself havia um Machine Head. E sendo assim as coisas se tornam difíceis.

Byron foi um cara injustiçado. Talvez, Dylan, Rei Roberto e Sandy tenham tido sorte demais, ou foram agraciados com um mesmo raio mais de duas vezes. Vai saber. Byron deixou o Heep em 1976, depois de eternizar sua voz em álbuns maravilhosos como Sweet Freedom (1973), Magicians Birthday (1972) e Return to Fantasy (1975).

David Byron foi encontrado morto no seu apartamento, em fevereiro de 1985, vítima de um ataque cardíaco em decorrência do excesso de álcool.

Julho em Agosto


Tão logo comprei meu notebook, achei que conseguiria escrever toneladas. Constatei o quão ardoroso seria manter uma frequência a frente do PC, principalmente com idéias mirabolantes a todo instante. Para não dizer que aqueles dias não passaram de uma ilusão passageira, o único texto gerado e parido foi este, linkado logo ali abaixo. Antes, trechos do dito cujo, carinhosamente batizado como: "Julho".

"A metade se foi. Nenhum desavisado precisou me convencer do contrário. Apenas foi e não voltará. Por mim tudo bem. Não fará falta. Foi como um ciclo que precisa se fechar. O curioso é que por mais que passe e se vá e só retorne no próximo ano, ainda assim manterá lembranças..."

Para ler o texto na íntegra, acesse meu outro blog, o
Blog do Barba.

Saudades de John Candy

Colocaram alguma coisa no café. O fundo do copo apresenta uma tonalidade nada agradável. Minha suspeita: borra demais. Exageraram na dose ao colocar o pó no coador, ou, o pobre coador está em vias de ir pra lixeira.

As “comédias românticas” estão se enveredando pelo mesmo caminho. Parecem o velho coador de café. As que não atendem pelo subgênero “mela-cueca” não passam de um meião fedorento de zagueiro de várzea e que nas horas vagas serve para passar um cafezinho. Deve ter sido daí que veio o café desta manhã.

Conto nos dedos os bons filmes de comédia lançados recentemente. Pior, nem isso. Não existem boas comédias nas prateleiras das vídeo locadoras. Apenas um conjunto de clichês, piadas desprovidas de originalidade, pieguice as favas naquelas historinhas melosas que sempre acometem os personagens principais e, pra completar, finais sofríveis. Esse mal, alias, é mais visível nas fatídicas e absolutamente descartáveis comédias românticas.

Outro ponto que contribui para esse caos audiovisual são os atores. Como são ruins esses atores escalados para estrelar as malfadas comédias românticas. A pior de todas é a Cameron Dias. Outro nauseante é o tal Ben Stiller. Escrever sobre eles me recorda o gosto horroroso do café. Com muito esforço rememoro o último bom filme do gênero “mela-cueca”: Escrito nas estrelas (2002). De resto, fujam, ou dêem graças a Deus caso não gostem de café.

John Candy não dá mais o ar da graça na Sessão da Tarde. Ô, como eram saudáveis aqueles tempos. Será que o tamanho extra grande de Candy é proporcional ao talento ou ao legado que deixou? E isso só pra citar dois filmes inesquecíveis das – hoje – sorumbáticas sessões da tarde da vida: Jamaica abaixo de Zero (1993) e o melhor de todos, Antes só que mal acompanhado (1987). Isso sim são comédias enxutas. Não esses enlatados de hoje em dia.

Se houvesse nas vídeos-locadora, uma sessão exclusiva para “comédias românticas”, sugeriria uma mudança. Ao invés de “Comédias Românticas”, “Filmes nauseabundos”. Taí, gostei. Tanto, que consigo até ouvir o riso frouxo de Candy, onde quer que ele esteja. Descanse em paz, sempre, João Balinha.


Se depois de ler esse texto totalmente anti-comédias românticas, você continuará a se esbaldar assistindo as pilhas de clichês pastelão desse gênero do cinema, segue uma listinha com as 10 comédias românticas mais românticas.

26 de ago. de 2008

A blogosfera e Kevin Spacey

Muito se fala sobre o mundo de hoje ser injusto e, tal qual um assassino em série, ostentar em sua raiz doses cavalares de crueldade. Aqueles que não perceberam essa tendência acordem da hibernação, ou na pior das hipóteses estarão fadados a evaporarem. A virar . Muito pior que as girafas de pescoço curto que padeceram com a evolução.

Ainda mais injusta é a blogosfera. E isso não se deve exclusivamente a sua feminilidade. Antes fosse. Esse espaço virtual é sexy. Atraente e sedutor. Tanto que novos blogueiros brotam na rede como uma horda de gafanhotos famintos num milharal. E por mais que se diga: há espaço para todos. A infinita maioria está destinada a desaparecer de forma precoce. Sem direito a lágrimas de parentes e amigos nos velórios, ou visitas de fim de semana, caso sucumbam em alguma casa de acolhimento gratuito.

Há tempos escrevo para minha total e exclusiva “auto-afirmação”. Essa e todas outras “auto-alguma-coisa” possíveis de imaginar. Deixei de lado, o valor intrinsecamente alocado a “resposta” de um determinado público. Lamento. Não por mim e pelas horas gastas para manter vivo um espaço na blogosfera. Mas sim, pelos muitos talentos que se perdem ou são poucos valorizados nesse meio. Como dizem: o mundo é dos mais fortes.

As referências – ou, os “mais fortes” continuam as mesmas. O que se lê na internet é o mais do mesmo da esfera intelectualóide do país. Quem vive no submundo, a caso seja testemunha de uma hecatombe midiática capaz de fazer emergir Atlântida, comerá seu próprio umbigo para não morrer de fome.

Deste modo, e com pesar no teclar, os Jabors, Noblats, Conys, Coimbras, Kfouris, etc, hão de continuar seus reinados como Deuses intocáveis que são, graças a ti, graças a mim, graças a cada um de nós. Não que não mereçam reverência. Pelo contrário, merecem e não flutuam entre os mortais como seres divinos que são por acaso. Chegaram ao mesmo patamar de Kevin Spacey.

Quarenta e nove anos e uma mão cheia filmes no currículo que o credenciam ao topo. Beleza Americana (1999), A Corrente do Bem (2000), K-Pax (2001), A Vida de David Gale (2003), e Seven (1995) onde o assassino em série faz gato e sapato de Brad Pitt. Só por isso que existem os blogueiros e num nível muito mais elevado caras como Spacey. Só por isso.

* A esquerda, Spacey no papel do psicopata Jhon Doe em Seven (1995), com Morgan Freeman e Brad Pitt

25 de ago. de 2008

CLÁSSICOS: "Que rolem os ossos"


Em 1991 o Brasil sediou a 2º edição do Rock in Rio. O movimento grunge vivia seu apogeu. Nirvana e Pearl Jam. O hard rock glam definhava. As toneladas de laquês nas cabeleiras loiras – ou não – de bandas como Poison, Ratt e Kiss começavam a virar – tão e simplesmente – historia.

No Canadá, uma banda - o trio - lançava seu 14º álbum de estúdio: Roll the Bones. Não importa se comparados aos três patetas eternizados no seriado da televisão, Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart; O baixo, a guitarra e o polvo baterista; Uma voz, um palhaço e um contador de histórias, são únicos. O nome que os acompanha, simples, quatro letras: RUSH


Cria dos tempos dos velhos bolachões. Roll the Bones é um Long Play gostoso de degustar, desde sua capa. E que capa. Dados. Números. Um menino. Um crânio. Provocante. Arte do “eterno” companheiro do trio: Hugh Syme.



Música? Claro. E da melhor qualidade. Dez pérolas. Um misto das revoluções da década de 1980 e eternizada no clássico disco ao vivo A show of hands (1988), e das provocações musicais da nova década que se iniciava. Rush reinventado. Reinventando-se.

“Jack, relax, get busy with the facts”. “Dreamline”, “Bravado”, “Roll the Bones” (a música). Brasil, 2002. Três shows. Mais de 100 mil pessoas. Um registro absoluto. Rush in Rio.









Um fim para tudo



Onze da noite. Duas pessoas conversam sobre futilidades. Cúmplices de suas experiências. Uma delas atesta: Tudo na vida tem um fim. Pausa para reflexão. A mais pura verdade.

Um dia. Uma noite. Um encontro. Um beijo. Uma briga. Um amor. Uma história. Um sorriso. Um abraço. Um milk shake. Um bolo de chocolate. Uma cerveja gelada...

...Uma caneca de café com leite. Uma dor de cabeça. Um churrasco. Um feriado. Uma viagem. Um jovem. Um velho. Uma festa. Uma dança. Uma ereção. Um par de sapatos...

Tudo. Há um fim para tudo.