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30 de jul. de 2010

Ops, ERRAMOS!

A versão online do jornal O Estado de São Paulo publicou em seu twitter no início da tarde de quinta-feira, 22 de julho, link com a notícia de que o treinador do São Paulo Futebol Clube, Ricardo Gomes, teria sido demitido.

A informação, na página do jornal na web resumia-se a uma linha de texto e nada mais. Minutos depois, também via twitter, nova mensagem foi postada. Desta vez, direcionando o seguidor do perfil do jornal na rede de microblogging para uma enquête postada no perfil do jornal em outra rede de relacionamentos na internet, o Facebook.

Nela, perguntava-se a opinião do “pseudo” leitor/seguidor do Estadão a respeito da demissão do treinador. A falha foi corrigida rapidamente no twitter e no site do jornal, tratando o caso como uma ERRATA. No texto, publicado na página do veículo na internet, a tentativa de justificar a gafe.

“O Estado teve a informação, por meio de uma fonte, de que o técnico teria sido demitido nesta quinta, e noticiou no site. Entretanto, a reportagem não conseguiu confirmar com outras fontes”.

A justificativa utilizada por O Estado de São Paulo comprova que o jornal se precipitou em noticiar uma informação checada de forma rala. Pesou a máxima da instantaneidade do jornalismo praticado na internet e a corrida para dar o furo em primeiro lugar. O erro, tácito e comprovadamente real, nasceu com cara de case para estudo em aulas de webjornalismo, o que pode (ria) com algum esforço render discussões acaloradas sobre as questões éticas envolvidas no caso.

No entanto, o que causa estranheza é o fato de um grande veículo publicar de forma oficial que “a reportagem não conseguiu confirmar com outras fontes”. Como assim? O que está em jogo: a divulgação da informação doa a quem doer mesmo sob risco de estar incompleta ou errada (como aconteceu), ou o interesse público e a publicação de notícias condizentes com os princípios crassos que regem a profissão?

E ai? 

10 de mai. de 2010

Pequenas mudanças

Já anunciei mudanças no blog. Algumas em tom de “nunca mais haverei de repetir os mesmos erros”. Outras, bem mais comedidas, mas ainda assim, nenhuma que pudesse se transformar em novidade imutável no meu pequenino rincão na blogosfera. Hoje, no dia em que o twitter parou em todos os sentidos, promovi mais uma. Pequenina, quase invisível não fosse à diferença que provoca quando se depara com ela, ali imensa a primeira vista. É fato: cansei de anunciar/prometer novidades que por razão ou outra acabei não colocando em prática. Estou, começo a crer, me tornando uma representação Dolly daqueles políticos falsários que prometem, prometem e nada cumprem. Basta disso. Se for pra mudar, que seja, em caixa alta e para que todos sintam.