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13 de ago. de 2010

Quanto mais se usa, mais se quer

Ah, esta devassa que nos suga todas as forças!

A internet conseguiu mudar a rotina dos seres humanos. O brasileiro, por exemplo, adora a grande rede. Tornou-se um viciado, ainda que negue – até a morte – a dependência. É o que mais tempo passa conectado em todo mundo.

A média do brasileiro é de 45 horas/mês, enquanto no Reino Unido a média é de 43 horas e os Estados Unidos, 41 horas/mês.

A propósito, a internet é como um fruto proibido. Um pecado carnal. Quando mais se usa, mais se quer. Talvez, resida aí, a explicação para o brasileiro gostar tanto de estar/permanecer online.

A tal da internet parece conhecer de cor e salteado, todos os atalhos para seduzir/convencer/persuadir aquele que uma única vez com ela se deixa levar. Sites de relacionamento como orkut e aplicativos de conversação instantânea como MSN, ajudam a transformar o brasileiro no campeão em tempo de permanência online.


O fato é que uma vez abduzido pelos encantos da grande rede, o pobre mortal, que até ontem andava plenamente satisfeito com a televisão e o radinho de pilha, quer sempre mais e mais. O “Q” da questão é como administrar o tempo online sem perder tempo com bobagens?


16 de mai. de 2010

Internet no oeste da Bahia? Causo pra boi dormir

Conexão à internet por intermédio do modem Claro em Luís Eduardo Magalhães praticamente não existe. A exceção de alguns bons momentos pela manhã ou altas horas da noite, quem depende de um desses miseráveis aparelhos padece num misto de ódio perene e resoluta frustração.

Não vou entrar no mérito de outras operadores que oferecem o mesmo serviço, embora saiba de relatos tão cabeludos quanto este. Aliás, isto aqui é só um desabafo. O que está escrito aqui, certamente, não vai mudar a situação. Logo, a internet (claro) no oeste da Bahia, mais especificamente em Luís Eduardo Magalhães é um belo caso para boi dormir. Muuuuu.

Para publicar o post “Obrigado Ronnie James Dio”, por exemplo, foram pelo menos 4 horas e meia de tentativas, todas sem sucesso. O motivo: não havia qualquer indício de conexão. Não havia internet. A taxa de recebimento marcava 0.00 e dessa marca não saia nem com reza braba.

Pior que não adianta reclamar, já o fiz uma vez, gastei a cartilagem do meu ouvido para nada, absolutamente nada. Não vou perder meu tempo de novo, vou sim, aproveitar enquanto a porcaria do modem funciona e tentar tirar o tempo perdido.

Ah, enquanto isso os bois descansam no campo aberto. Que beleza.

9 de mar. de 2009

Acabou-se a surpresa

Foto: Fafá Sanches/VC no G1
A internet matou a surpresa dos shows e espetáculos. Não existe mais isso. O esperar angustiado pelo dia do show do artista preferido, a expectativa em saber que canções serão tocadas. Acabou-se. Esvaiu-se. Basta o último acorde do primeiro show de uma nova turnê, seja ele feito em alguma cidade do leste europeu ou no meio do Canadá. Então, tudo se sabe de cor e salteado, de trás pra frente, de frente pra trás.

Não obstante, em fração de segundos vídeos são postados na grande rede, ficando a exposição direta do todo e qualquer cidadão do planeta. A cada novo show de uma turnê, a mesmíssima lista de músicas, os mesmíssimos discursos entre uma canção e outra, e o também mesmíssimo figurino dos artistas. Surpresa que é bom, nada.

Assisti-se ao show porventura tocado em terra brasilis muito antes de ele acontecer. Sem nenhuma ressalva. E por preços absurdos. Não se podem culpar os artistas. O mundo é positivista. É o trabalho que está em jogo e não a satisfação dos fãs em ver algo diferente do que foi visto pelos australianos um mês antes.

Infelizmente, acabou-se a surpresa. Salvo, o show ser o primeiro de uma turnê.