8 de abr. de 2010

Minha colega "analítica"

A primeira recordação que tenho de Ana, data das primevas aulas de Teorias da Comunicação, ministradas pelo professor e mestre, Marden Lucena. Foi ela a responsável por ler, em voz alta, uma definição de "comunicação" que eu tinha, na oportunidade, o dever de comentar. Ela leu, eu pedi que fizesse nova leitura, eu comentei.

Quatro anos se passaram. A menina, louca, analítica e jornalista, escreveu, ao lado de outras duas colegas, um livro que ando sedento de vontade de ler, embora ainda não publicado. Agora envereda-se pelo mundo da blogosfera. O blog é novo, mas vale a pena conferir, seguir, acompanhar. Foi parido ontem, Dia do Jornalista.

Clichês a parte, que seja eterno enquanto dure.

2 de abr. de 2010

Calcinha, preta e com rendinhas?

Um show para milhares em Luís Eduardo
Na primeira apresentação depois de receber o prêmio de “Melhor Música do Ano” no Domingão do Faustão da Rede Globo, consagrada banda de forró leva fãs ao delírio na capital do agronegócio
Foto: Anton Roos

A atração mais esperada nas comemorações pelo décimo aniversário de Luís Eduardo Magalhães, por pouco não se apresentou. Impossibilitado de pousar no Aeroporto de Barreiras, em decorrência das fortes chuvas que caiam na cidade mãe no final da tarde de segunda-feira, 29, a aeronave que trazia os quatro vocalistas da banda Calcinha Preta para o oeste da Bahia acabou pousando hora e meia depois, por volta de 19h e 30 min no Aeroporto Internacional de Brasília, distante 560 km do município aniversariante, também sob forte chuva.

A notícia chegou ao conhecimento da organização do evento em Luís Eduardo, e consequentemente do prefeito Humberto Santa Cruz, pouco antes do por do sol e quando as nuvens cinzentas ainda eram tão somente uma ameaça. Uma decisão precisava ser tomada rapidamente, sob pena da não realização do evento. Sentado numa das muretas da praça matriz Humberto procurava a melhor alternativa para, em tempo, realizar o show. E assim o fez. Devido a imprevisibilidade do clima na região, um novo voo foi descartado. Restava uma única alternativa: locar dois automóveis para trazer os cantores.

Era noite. A brisa que pairava na praça matriz, ainda vazia, indicava que a chuva que pouco antes impedira o pouso dos quatro protagonistas da noite, estava próxima. A timidez dos primeiros pingos d’água logo se transformaram numa pancada de chuva. O transporte dos artistas estava garantido, o show ainda não. Será que a chuva seria um empecilho para a realização do evento? A pergunta que por alguns minutos martelou na cabeça do prefeito municipal, por sorte, foi respondida com a manutenção do show. Aos poucos a chuva foi amainando e a sensação de mormaço se dissipando. Por completo.

Contagem regressiva - Às 22h, não havia qualquer indício que um grande show se realizaria no entroncamento das Ruas Paraná e Rui Barbosa. Não havia público e não havia som nos PA´s. O primeiro, ainda desconfiado com a possibilidade de a chuva voltar, e o segundo, pelo risco de estragos no equipamento de som. Ambos só deram o ar da graça meia-hora depois. O que se viu daí em diante serviu como contagem regressiva. Enquanto instrumentistas e dançarinos aguardavam no hotel, a frente do palco era tomada pelo público enquanto que a dupla local, New e Júnior tocava sucessos da música sertaneja.

A meia-noite uma pausa. Com a participação do prefeito Humberto Santa Cruz e secretários de governo, a banda que acompanha a dupla tocou uma improvisada versão de “Parabéns pra você”, seguida por parte dos presentes que a essa altura já tomavam boa parte das imediações do palco, em referência ao décimo aniversário do município comemorado dia 30. Aos parabéns se sucederam fogos de artifício. Ao show pirotécnico a continuidade do show da dupla que por duas horas aqueceu os presentes que timidamente pediam pela atração principal.

Foto: Hélio Lima

O show - Quinze minutes antes da apresentação da dupla terminar, roadies, seguranças, músicos e dançarinos da Calcinha Preta chegavam ao camarim. Restava o mais importante, os quatro cantores, que no dia anterior estavam no Rio de Janeiro onde receberam das mãos do apresentador global Fausto Silva o prêmio de “Melhor Música do Ano”, pela canção “Você não vale nada”, tema da novela Caminho das Índias da Rede Globo de Televisão. Duas da manhã. Um mar de gente aguarda pelo início do show. Cortinas fechadas. Os quatro cantores, enfim, chegam a Luís Eduardo. Falta pouco. No camarim, os cantores Marlos e Bel contam que o grupo já está a três dias praticamente sem dormir, cumprindo os compromissos da agenda. Sorridentes eles falam do prêmio e do reconhecimento. Agradecem ao prefeito pela oportunidade. O show vai começar.

Logo no primeiro ato, a canção vitoriosa põe o público estimado em 15 mil pessoas para cantar e dançar. Ao final, Bel mostra o troféu recebido no dia anterior e diz que a banda não poderia fazer o primeiro show depois da premiação em outro lugar que não numa cidade do nordeste. O público vai ao delírio. Na sequencia, a vocalista Paulinha chama para frente do palco o prefeito Humberto Santa Cruz que brevemente anuncia que a festa é do povo e feita para o povo. O show continua. O balé dos dançarinos em cima do palco é tão perfeitamente sincronizado quanto a disposição dos três casais em trocar de figurino nos camarins. O mesmo acontece com os cantores que, mesmo cansados, atendem aos fãs com fotos e autógrafos. O grupo enfileira sucessos, um após o outro, mantém o público na mão e transforma o show dos dez anos de emancipação num evento histórico para não se esquecer.

Quando as cortinas se fecham e o show termina, ainda há tempo para atender uma última fã. Aos prantos ao lado da van que levaria o grupo para seu próximo compromisso, uma menina implora por uma foto com os ídolos. A pequena fã ganha sua foto, seu autógrafo e ainda chorando segue ao lado da mãe. Já a cidade menina Luís Eduardo Magalhães, quando os galos já se preparavam para anunciar a chegada da manhã, eternizava em sua história o espetáculo que acabara de presenciar.

-----

Publicado na edição nº 180 do Jornal Classe A

----













[Juntar trabalho com diversão, pq não? Olha eu e Paulinha, vocalista da Calcinha Preta]

9 de mar. de 2010

O nome na lista

Acordar cedo, ligar o notebook, acessar a caixa de e-mails. Nada. Aguardar um pouco. Telefonar em busca de informações. Nada. Só a tarde, foi o que me disseram. Sem alternativa, tive de conjugar esforçadamente o verbo esperar, esperar e esperar. Via twitter, enfim, li que a informação que precisava só seria divulgada a noite. Nova espera. Nada que fazer.

De novo, esperar, agora pelo retorno.

À tarde, aeroporto, check in, procedimentos de decolagem, duas horas de voo, livro nas mãos, ler, ler e ler. Beber dois copos de suco de laranja industrializado. Descobrir que o inglês da comissária é horrível e viajar de avião a noite é muito melhor que durante o dia. E ainda ter a chance de observar a capital Brasília do alto. Belíssima.

Em solo, táxi para a rodo ferroviária. Jogo rápido. Quarenta pratas e quinze minutos. Ganhei uma hora. O planejado, a exceção da crucial informação que fui buscar na província de Porto Alegre tinha saído melhor que a encomenda. Liguei o MP3, Artic Monkeys no prelo. Relaxar e – tentar – aproveitar a viajem. Desconfortável, consegui com muita sorte intercalar cochilos. A verdade era uma só: eu precisavam ver a lista.

Cinco da manhã.

Ligar o notebook, acessar a caixa de e-mails. Nada. Digitar na caixa de endereços, o único que poderia ter a informação que tanto ansiava ler. Enfim, a confirmação. Meu nome está na lista. Sou um dos 25 aprovados para a pós-graduação em jornalismo digital. Ufa. Mais leve, deitei para descansar. Nada. Tenho novos desafios pela frente.

2 de mar. de 2010

A velha máquina de costura

[Foto: Anton Roos, dez/08 - A título de exemplificação, embora, a imagem não seja de uma velha máquina de costura, serve como ilustração para o post]


Avós costumam ter máquinas de costura. Minha avó tinha uma. Mesmo que nos dias de hoje as máquinas de costura estejam mais para peça de museu, a casa de uma vovó normalmente tem lugar para uma máquina de costura.

A de minha avó era intocável, ai do neto que se aproximasse sem autorização. O quartinho onde a máquina de costura ficava era vigiado a sete chaves. Como se guardasse um tesouro. A exceção do barulho da máquina ligada, e das raras oportunidades que conseguíamos burlar a vigia, quase não víamos a máquina de costura.

Nem eu, nem ninguém com menos de cento de vinte centímetros de altura.

Aliás, como eu gostava do barulho que a máquina de costura de minha vó fazia quando ligada. Era bom ver minha vózinha sentadinha trabalhando para remendar minhas calças surradas. Um trabalho sincronizado que exigia paciência. Ainda me lembro dos cachos grisalhos e dos óculos fixados a ponta do nariz.

Concentração total.

A mesma despendida para os biscoitos de manteiga e para o pão caseiro. Jamais ousei interromper minha avó enquanto ela remendava minhas roupas ou fazia os biscoitos ou o pão. Jamais. Isso seria uma afronta. Uma injúria.

A propósito, meu miniaurélio diz que injúria e ofensa e insulto são sinônimos. Já minha educação diz que injuriar, ofender ou insultar os mais velhos é errado. Absurdamente errado. Uma das razões de jamais quebrar a regra imposta em relação ao quartinho da máquina de costura. Respeito. Era isso. Simples como assinar o nome no contracheque.

Usava e abusava das calças remendadas com aquela máquina de costura, comia os biscoitos de manteiga e fatias do pão caseiro, sempre sabedor que em primeiro lugar precisava respeitar minha avó. Não só ela, como todos mais velhos que eu.

Aprendi desde cedo o jargão: “respeito é bom e eu gosto”. Minha mãe não se cansava de repeti-lo. É mais ou menos como o respeite para ser respeitado. Todavia, parafraseando o ditado: toda regra tem sua exceção. Vejam só o caso do circo de pulgas que se tornou a politicagem feita na capital federal. Dá uma saudade da máquina, dos biscoitos e do pão caseiro da minha querida vó, como dá.

24 de fev. de 2010

Blogs, política, cigarros e vida saudável

Confesso que manter o blog atualizado esta se tornando tarefa das mais difíceis. Não gosto de escrever sobre política e também não acho que tenha dom para tal. Por esta razão prefiro me abster do assunto. Prometi, em dezembro passado, que seria mais presente na blogosfera. Sorte que ser blogueiro e político são duas coisas tão extremas quanto cigarro combinar com uma vida saudável. Não fumo e, creio que qualquer junta médica diria que não tenho uma vida de todo saudável. No entanto, continuo blogueiro, esguio, distante e no aguardo das novas que virão do sul, para bem ou para mal.

17 de fev. de 2010

O cabeleireiro que merece amarelo

Como faço todo ano, assisti a apuração dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro. É a única coisa que vejo do carnaval. Pela televisão e in loco. Não gosto da festa de momo.

Durante a apuração, entre a leitura de uma e outra nota, resolvi que precisava cortar o cabelo. Não que tenha muito que cortar, mas, embora mais calvo que cabeludo preciso manter a aparência.

Obrigações da vida adulta.

Assim, fui até o cabeleireiro. No salão que frequento são três os responsáveis pelo corte de cabelo. Para minha sorte, cheguei e logo fui atendido. Sentei confortavelmente na cadeira, vesti o avental e relaxei. Meu corte não durou mais que vinte minutos. Há tempos suspeito que os cabeleireiros que cortam meu cabelo, penteiam e cortam demais. Sem necessidade. Enrolam.

Fazem cera.

Igual o goleiro que vai bater o tiro de meta na final do campeonato com o placar de 1x0 favorável. A diferença é que o cabeleireiro não é punido com cartão.

A história é mais ou menos a seguinte: um corte que poderia ser feito em dez minutos, eles fazem em vinte. Sinto-me menor. Olho para o lado e todos tem mais cabelo que eu. Seus cortes demoram trinta minutos. O meu, com muito custo, vinte minutos. O olhar do cabeleireiro não mente. Ele não esconde o descontentamento em cortar um cabelo tão ralo. Faz o serviço como se dissesse, lá no fundo do seu âmago:

- Esse eu corto até de olhos vendados.

No fim das contas, não posso fazer nada. Nem chiar. Nem reclamar. Não tenho cabelo para tanto e o preço é o mesmo para calvos e cabeludos. Quando se chega nos trinta é preciso fazer com que algumas escolhas se perpetuem. Entre elas, escolher o cara que vai te cortar o cabelo periodicamente.

15 de fev. de 2010

Duas datas na agenda da Reverso Revolver

Reverso Revolver é atração principal da última noite do Grito do Rock em Santa Maria

Da esquerda p/ direita: Felipe (g), Nunes (b), Saymond (g/v) e Marcelo (bt)


A agenda da banda Reverso Revolver tem duas datas definidas para depois que o carnaval passar. Na quinta, 18, o grupo participa do programa “Camarote” da TVCOM, afiliada da Rede Globo. Na apresentação, o quarteto vai tocar músicas do EP Setembro e ainda promete dar uma mostra do que vem por aí, no primeiro álbum full lenght da banda, com previsão de lançamento para o próximo verão. A apresentação está marcada para as 21h.

Já no sábado, 20, o grupo da capital gaúcha viaja para o interior do estado onde será a atração principal da última noite do festival Grito do Rock de Santa Maria. O show está marcado para as 3h20min da madrugada, depois de Gru e Duques, ambas do Rio de Janeiro. Para o vocalista Saymond Roos, a expectativa para o show é a melhor possível já que a banda está em estúdio trabalhando em material inédito.


- Quem for pode esperar o melhor da Reverso Revolver.


----

Ainda não viu o clipe de "Setembro". Tá esperando o quê?

Contatos para shows:

(51) 8414-8420 ou (51) 3209-2498 c/ Felipe
reversorevolver@gmail.com  / contato@reversorevolver.com  
IMPRENSA - imprensa@reversorevolver.com
Quer saber mais:
Fotolog / Comunidade no Orkut / Twitter: @reversorevolver